O consumidor residencial brasileiro terá de enfrentar dois anos de reajustes na energia bem além da inflação. As tarifas elétricas dos brasileiros podem subir 9,4% e 20% em 2018, conforme levantamento da consultoria especializada TR Soluções, em matéria da Folha de São Paulo.

De acordo com a artigo, a previsão é que o IPCA (inflação oficial) fique abaixo de 3% em 2017 e em 4% no ano que vem. O custo energético com eletricidade deve ter também um efeito de 0,4 ponto percentual sobre a inflação medida pelo IPCA de 2018. Em média, as contas com energia aumentar aumentar 9,4% em 2018 e devem fechar o ano com alta de 14%, podendo ser ampliado para 20%, de acordo com três aspectos:

Menos água, energia mais cara

De janeiro a abril – considerado a estação chuvosa -, as hidrelétricas brasileiras devem produzir por volta de 85% da energia que vendem, isso quer dizer que, se o volume de água indicado à geração energética necessária ao mercado brasileiro não for atingido, as tarifas poderão ampliar ainda mais.

Um regime de chuvas insuficiente para compensar os tempos de seca fará ocorrer uma alta dos custos de energia.

Aumento do valor Encargos Sociais no setor

A conta que abrange todas as políticas públicas ligadas ao setor energético, como o esquema – Luz para Todos e a Tarifa Social de Energia – chamada de CDE -, deve aumentar de R$ 9,3 bilhões neste ano, para R$ 12,6 bilhões em 2018. Quem paga a encargo – o tema está em audiência pública na Aneel, a agência reguladora – é o consumidor.

Embora concordem que o quadro é dramático, analistas eliminam a ameaça de racionamento. Eles informam que a usina de Belo Monte já opera em nível razoável e que o país se orienta para outras fontes de energia, mas uma delas, a energia térmica, mais cara, está na ponta das justificativas para o aumento dessa conta.

Potencial de Crescimento Econômico

O crescimento econômico é outro ponto de atenção para os especialistas.

O consumo total de energia do país está em nível próximo ao registrado em 2014, e o setor se questiona como a demanda deve se comportar em um ambiente de retomada da economia – e seu impacto na tarifa, já que a procura maior por energia a encarece.

A mediana dos especialistas econômicos consultados do Banco Central, já espera alta de 2,7% para o PIB do ano que vem.

O mercado de oferta de Energia Elétrica funciona da mesma maneira do convencional, quanto maior a demanda, maior o valor pago pelo produto.

Edvaldo Santana, presidente da Abrace, associação dos grandes consumidores de energia, também se preocupa com o efeito, em especial para a indústria.

Os principais reservatórios no Nordeste e no Sudeste, informa Santana, estão nos níveis históricos mais baixos. Segundo ele, se não chover o suficiente em longo prazo, o reajuste pode ficar mais perto de 20%. Para afastar esse cenário, seria preciso chover de 30% a 40% acima da média.

Júlio Mereb, pesquisador do Ibre/FGV, diz que tarifas mais altas podem se refletir em queda da produção da indústria, além de impactar de alguma forma o consumo das famílias no PIB, embora isso seja difícil de mensurar. Acrescenta ainda, que é possível um reajuste da tarifa residencial de até 15% no ano que vem.

Investimento Seguro na incerteza

A alto geração energética já é uma realidade para vários consumidores no Ceará e no Brasil, através de sistemas fotovoltáicos, que convertem a energia luminosa do sol em energia elétrica diretamente.

Uma solução segura durante 25 anos, tempo de produção média garantida, das placas fotovoltáicas atuais. Segurança, por não sofrerem mais com as incertezas do setor, pois os três aspectos citados na matéria, estarão contemplados pois:

  • Menos água, mais sol – Quanto menos chuva, mais o sistema fotovoltaico produz energia.
  • Sem encargos  – Os encargos sociais são cobrados sobre o consumo pago da distribuidora, sem isso, os encargos simplesmente desaparecerão da conta de energia.
  • Economia pode crescer à vontade – Sem depender mais da energia fornecida pela distribuidora, a variação de preços não influencia mais a conta de energia.

E mais ainda, em casos extremos, como cenário de apagão energético, um sistema on-grid pode se tranformar em misto ou totalmente off-grid, com apenas a instalação de baterias e outras peças no sistema, assegurando a a continuidade do fornecimento de energia, uma estratégia para as indústrias conseguirem a demanda energética necessária.

Com todos esses e vários outros fatores, consumidores que optaram em usar a luz solar para produzir sua própria energia obtem até 95% de redução em suas contas de energia.

Se deseja saber mais sobre como reduzir seus custos em energia e fazer um investimento em um sistema fotovoltaico entre em contato conosco. Teremos o maior prazer em conhecer sua necessidade energética e lhe fornecer um orçamento.

Fonte: Folha de São Paulo